segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conquiste a vaga dos seus sonhos




Jovens investem em currículo diferenciado

Profissionais realizam intercâmbio para ampliar o conhecimento e aprender novo idioma

Aline Amaral
alinepamaral@hotmail.com

O intercâmbio cultural é uma novidade para muitos, mas na verdade o programa começou há muito tempo, logo que o homem percebeu que havia outras comunidades, espaços e culturas. Por meio das mudanças no mercado de trabalho, no comportamento humano e cultural, o intercâmbio foi se adaptando e muitas novidades foram sendo aderidas a essa experiência intercultural.
A criação de programas de troca de experiência começou com o simples objetivo da paz e compreensão entre os povos do mundo. “A diferença que sinto ao comparar pessoas que participaram de intercâmbio e pessoas que não viveram esse momento, é principalmente a questão da percepção do mundo mais apurada, cabeça mais aberta a novas experiências, desafios, além da facilidade em lidar com diferenças sejam elas lingüísticas, étnicas e culturais”, destaca Thailini Ferrari, ex participante de High School para o Canadá.
Thailini no Canadá
A idéia de intercâmbio começou quando jovens americanos trabalhavam como motoristas, enfermeiros, médicos durante a primeira Guerra Mundial, de forma voluntaria, a partir de então, nascia à famosa “American Field Services”, conhecida como “AFS”, com um diferencial: Eles não usavam armas, tinham a missão de ajuda e solidariedade, não de conflito.  A partir de então, novos grupos e organizações surgiram, o Rotary Clube de Copenhagen, na Dinamarca, por exemplo, organizou a primeira troca de estudantes de ensino secundário com outros Rotarys da Europa, e em seguida essa modalidade se espalhou por todo mundo.
Nas ultimas décadas os programas de intercâmbio no Brasil aumentaram de forma surpreendente, graças à diversidade de opções, cursos, formas de pagamento e tempo de estudo. Os participantes também estão em busca de promoções no trabalho, um currículo com algo a mais, e a bagagem de experiência e vivencia e também conhecimento cultural. O coordenador de Recursos Humanos Carlos Marques alerta que o mercado de trabalho está recebendo um fluxo muito grande de profissionais. “Um bom currículo e experiências anteriores de trabalho contam muito na hora da seleção. Em muitos não é o bastante, os profissionais não podem se acomodar, todos os dias centenas de pessoas estão se formando e ingressando nesse mercado, as pessoas precisam ter algo novo para apresenta”.
Seleção
Guilherme Marinho
            O diferencial que as empresas buscam muitas vezes reflete nas vendas das agencias de viagem. Muitas pessoas buscam comprar programas de intercambio para melhor o inglês, se portar diante de situações diversas, conviverem com novas culturas, viver algo novo. Os participantes optam por modalidades diferentes, não tem um perfil exato, são eles, crianças, adultos, jovens, senhores, senhoras, famílias por inteira, estudantes, chefes.
            Segundo o consultor de intercâmbio Guilherme Marinho, a decisão vem junto com a pressão de uma promoção no trabalho, uma prova para ingressar em faculdades internacionais, muitos procuram as agencias e querem viajar logo, pois sabem da necessidade do inglês para o trabalho, por exemplo. A preparação da viagem leva um tempo, documentos, vistos, passaporte, acomodação tudo isso tem que ser visto para um intercambio de sucesso.
A viagem tem que ser levada a serio, afinal de contas o participante estudara durante dias, horas, prestara provas, atividades, é claro que existe o tempo para descanso, conhecimento do local, visitas, compras, mas a viagem não é de férias e turismo em si. “Eu aconselho meus alunos a refletir sobre o motivo do intercambio, o que realmente o leva a querer realizar, se é turismo ou realmente uma viagem de conhecimento, amadurecimento e dedicação”, destaca Fausto Ribeiro, coordenador da Minds English School.  Ele também orienta uma base de inglês antes da viagem, para que o conhecimento no exterior seja obtido de forma mais rápida, para ser um aprimoramento lá fora. “O intercâmbio vem para somar, não é um fator milagroso”. Ainda segundo Fausto, as pessoas não querem ver o serviço prestado pelas agencias, elas querem ver o retorno, o inglês fluente, o amadurecimento, contratações.
“É possível aprender em inglês no intercambio, mesmo sem base nenhuma no Brasil. No exterior, durante um intercâmbio a partir do momento que você vai a um supermercado e compra frutas, Le o nome de embalagens, analisa o preço dos produtos está entrando em contato com um novo idioma, a vivencia da cultura facilita na compreensão, no aprendizado”, destaca Guilherme Marinho. Segundo o consultor, um mês no Canadá é o equivalente a 120 horas de aula de inglês, no Brasil é possível fazer isso em 60 semanas. O aluno passa por testes de nivelamento de acordo com seu nível para facilitar o aprendizado de acordo com a necessidade de cada um.

Nenhum comentário:

Postar um comentário