terça-feira, 9 de outubro de 2012

Um pouco de Investigação


O olhar do jornalista Investigativo

Apuração, medo e prêmios foram debatidos no ultimo dia de jornada
Jornalismo Investigativo na Era digital foi tema de mesa redonda, que aconteceu na quinta feira (04), e contou com a participação de Angelina Nunes, editora do Jornal o Globo e do capixaba Alex Cavalcanti, responsável pelo núcleo de projetos especiais da TV Vitória.
Os convidados são especialistas quando o assunto é matéria especial. Ambos acreditam que muita coisa mudou no jornalismo investigativo, com as novas mídias e também com os novos profissionais e equipamentos. Mas, a editora do jornal o Globo acredita que mesmo com tantas mudanças e inovações, ainda não é possível saber o que interessa ao leitor, telespectador, ao ouvinte. “Mudou o jeito de trabalhar. Mas, ainda não sabemos o retorno do conteúdo exposto no site, não sabemos o que é interessante para o publico”, informa Angelina.
Os jornalistas investigativos destacaram durante a mesa redonda a importância do profissional completo: Aquele que sabe minimamente gravar, editar, fotografar, fazer matéria de radio, TV e impresso e no mínimo escrever. “Se vocês querem estar no mercado, é necessário ter capacidade multimídia”, declara o jornalista, Alex Cavalcanti.
Segundo, Angelina Nunes que também é diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Sem boa produção e apuração não há matéria. Um pré - roteiro também é fundamental. Além de conhecimento de edição, fotografia, saber escrever e a tão temida matemática para muitos jornalistas, é peça fundamental para uma boa matéria investigativa.
Foto de Dayene Rodrigues
Para trabalhar com Angelina é necessário preencher alguns pré - requisitos, nada relacionado á beleza ou sexo. É necessário ser persistente, não se deixar abater pelo primeiro não. Correr atrás da noticia, ter brilho no olhar. Nada de pessoas arrogantes e que sabem de tudo. Ela se encanta com pessoas com força de vontade de aprender. “O jornalista não pode viciar o olhar”, destaca a jornalista. Ela acredita que o profissional tem que ter um olhar de estranhamento para tudo.
O capixaba Alex Cavalcanti é conhecido por suas reportagens e prêmios e considera um privilegio trabalhar com a parte investigativa. “O filé mignon do jornalismo é a investigação”. O jornalismo investigativo é relacionado muitas vezes a denuncia. Mas, ele vai muito além de denuncias, câmeras escondidas. Segundo, Alex Cavalcanti é necessário tesão pela profissão, abrir mão de certos prazeres, família e fim de semana. É investir pesado, pois existem gastos, despesas que muitas vezes inibem a produção.
 O estudante de jornalismo da FAESA, Acácio Rodrigues é apaixonado por jornalismo investigativo e já foi estagiário da equipe de Alex Cavalcanti. Ele também é membro da Abraji. “Dentro da faculdade é preciso estar cercado de informação sobre jornalismo investigativo, pois está é uma editoria que serve para todas as áreas. O aluno interessado na área deve procurar cursos extras. Mas, a faculdade também deve oferecer mais oportunidades como esta”, destaca o estudante.
Não é só de prêmios e apuração que vive o jornalista de matérias especiais. Estes profissionais também sofrem com ameaças freqüentes, de mortes, censura e outros tipos. “Eu estava fazendo uma matéria quando fui ameaçada de frente”.  Angelina estava fazendo uma matéria quando foi ameaça de morte e a mandaram sair do local da matéria. Alex por sua vez foi premiado por uma matéria realizada nas carvoarias e acredita que “A pior ameaça é quando se mexe com o bolso”.

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